MATERIAL PROMOCIONAL PARA PDV – Nos anos 70, entretanto, deu-se também o boom das telecomunicações e da Comunicação, profissionalizando um mercado criativo mas amador. As rádio FM conquistam um público impressionante. Via Embratel, a TV a cores muda mais uma vez a propaganda. Na mídia impressa, o off-set e rotogravura abrem caminho para o padrão de qualidade na propaganda.


 

Caminhos para o profissional de Marketing

 

O que é indispensável hoje para o sucesso na carreira do Marketing? Inglês fluente, espanhol básico já não são os diferenciais apesar de terem ainda grande importância para os novos profissionais de Marketing. Mas, nenhuma língua fala mais alto do que a especialização na área e a busca pelo pensamento produtivo.

A meninas dos olhos dos alunos da ESPM-SP é o Marketing de busca ou o esportivo, áreas sempre bem posicionadas no ranking dos cargos mais cobiçados pelos estudantes. Ultimamente cresce a demanda pela área de Trade Marketing, a negociação entre o varejista e as marcas, área que anda carente nas escolas que forma os novos profissionais de Marketing. A ESPM-SP criou esta especialização em sua grade para fazer com que o profissional entenda que o Trade não é só varejo.

No cenário atual, os profissionais de Marketing adquirem experiências diferentes, mas de igual importância, em empresas de grande, médio e pequeno porte. Seja pela estrutura organizada das multinacionais que oferecem a prática do que foi aprendido em sala, ou pela experiência de atuar em todas as frentes de uma estratégia de Marketing sem grandes valores de uma pequena empresa, o certo é que o Marketing continua encantando alunos e profissionais a cada formatura.

 O Marketing não é mais o filho feio dentro da organização. Hoje essa área é a esperança da empresa de aparecer para o mercado”, define Marcelo Guedes (foto), Chefe da área de Marketing da ESPM-RJ, em entrevista ao Mundo do Marketing. Diante deste cenário, a responsabilidade do profissional desta área aumenta. “O grande desafio é entender que está cada vez mais especializado. O mercado sabe da importância do Marketing e, por isso, cobra mais deste profissional”, afirma Guedes.

Saber como agir no mercado requer experiência, mas a maioria dos profissionais recém-formados não a possui. Porém, existem outras questões que fazem a diferença na escolha do novo ocupante da cadeira de Marketing: conhecimento. “É indispensável para a formação do profissional de Marketing estar antenado na empresa para a qual trabalhará e no panorama mundial. É preciso enxergar a empresa, o mercado, a macroeconomia e o consumidor final”, ensina Joseph Tepperman, Headhunter de Marketing da Michael Page, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Gostar de atuar no Marketing também deixou de ser um diferencial competitivo no setor. Não adianta adorar a disciplina e não saber em qual área trabalhar. Por isso, a recomendação é de que, desde cedo, os alunos precisam investir em cursos, workshops e eventos que os direcionem para o caminho a seguir. “Estamos na década dos eventos. Da gestão do entretenimento. Aposto no Marketing de serviços, cultural, esportivo e gestão de marcas. Esses caminhos estão crescendo com cursos e treinamentos no mundo todo”, aponta Marcelo Guedes, da ESPM-RJ.

Grande X pequenas
Se no decorrer do curso as dúvidas são muitas, com o diploma na mão elas parecem se multiplicar. Pequenas e grandes empresas podem acrescentar de maneiras diferentes na experiência de cada um. Na grande empresa, o papel deste profissional será sempre menor que nas pequenas companhias. “A grande serve como uma pós-graduação para ele porque o departamento de Marketing estará funcionando redondo. Já nas pequenas, o ex-aluno terá a aplicabilidade do que aprendeu na escola e, em alguns casos, criam-se revoluções no dia a dia dela”, acredita Marcelo D’Emídio, Chefe do Departamento de Marketing da ESPM-SP, em entrevista ao site.

De uma forma ou de outra, a experiência adquirida será importante na formação dos novos profissionais de Markerting. Tanto a pequena quanto a grande empresa tem sempre algum conteúdo propício que vai ajudar na formação profissional do colaborador. Porém, cabe ao recém-formado saber tirar proveito. “Nas pequenas empresas, ele terá mais dificuldade para crescimetno que em uma grande empresa, que ainda tem condições de proporcionar treinamentos para ajudar na formação”, afirma Edmundo Monteiro, Vice-presidente da AMPRO (Associação de Marketing Promocional) ao portal.

Nas grandes organizações a estrutura sempre será citada como um chamariz para a formação do profissional de Marketing. “Apesar disso, é possível que o recém-formado fique frustrado por não poder se envolver em mais assuntos relacionados ao Marketing, como as pequenas permitem. Lá existe uma liberdade de ação, o aprendizado é maior, mas menos estruturado”, conta Tepperman, da Michael Page.

Dificuldades, dica e cenário competitivo
Mesmo diante de um novo cenário, as prinicipais dificuldades encontradas pelos novos profissionais de Marketing são as mesmas. Ainda é preciso convencer os donos de empresas a fazerem o investimento que ele acredita ser o ideal sem falar da rotineira dificiuldade em mensurar o retorno sobre o investimento. Este é outro ponto que normalmente frustra os novos diretores e gerentes de Marketing, já que, sem as garantias de retorno, a verba não será concedida.

Uma das iniciativas que podem evitar tropeços no mundo corporativo, principalmente para os que acabam de chegar ao mercado de trabalho, é o interesse. É fato que o candidato precisa se destacar de alguma forma e, às vezes, uma formação sólida abre portas, mas não as mantém abertas. “A dica para todo candidato a uma vaga de Marketing é, ao fazer a entrevista, demonstrar interesse pela empresa com pesquisa antes. É importante ele mostrar que sabe onde está, quem é a empresa, o que ela faz e se tem referências publicadas nos ultimos meses. Sem saber essas coisas, o candidato mostra falta de interesse”, aconselha Jorge Martins (foto), especialista em recrutamento na Divisão de Marketing e Vendas da Robert Half, em entrevista ao Mundo do Marketing.

 


Considerando que 30% dos ex-alunos de graduação que saíram da ESPM-SP há 5 anos estão atualmente trabalhando na área de Marketing, nota-se a demanda do mercado por mais do que especialização e experiência. “Para ser um grande profissional é preciso leitura, trabalho árduo, ser um maestro de ações, polivalente, conhecer o mercado de forma ampla, ser proativo e enfrentar o risco. Essa é a grande receita”, completa Marcelo Guedes, Chefe da área de Marketing da ESPM-RJ. Isso, só para comerçar.
 

 

 

 

 

 

A competição entre os pares foi a mola mestre na constituição da sociedade do “ter para ser”, gerando cidadãos narcisistas com uma aparente auto-suficiência em relação ao que os cercam, tendo como símbolo maior a criação de um deus a sua imagem e semelhança. De acordo com essa lógica, o acesso ao sucesso no mercado de trabalho demanda dedicação quase que exclusiva à empresa, exigindo que os executivos se tornem obsessivos, carismáticos, super-especialistas, que estimulada pelo “sucesso” do toyotismo, forjou a geração workaholics.

Todas essas exigências fizeram com que a compulsão se tornasse uma das características do “humano moderno”, com a OMS estimando que 60% da população brasileira é afetada direta ou indiretamente por ela. Com a popularização da informática, do micro computador e da internet, as transformações em nossa sociedade passaram a ocorrer em uma velocidade onde até mesmo o novo e o recente ficaram distantes. Vejam, por exemplo, o orkut e o twitter.

Como recheio desse bolo surgem o aquecimento global e a deterioração das fontes de recursos naturais e dos ecossistemas de nosso planeta nos trazendo preocupações globais e exigindo profundas mudanças no nosso modo de ser e viver. A incerteza é a marca do nosso tempo. Com a incerteza, cresce a compulsão, tomando ares de pandemia, nas suas diversas formas de manifestação, como o uso abusivo de drogas (lícitas ou ilícitas); o crescimento vertiginoso de obesos e, principalmente, de crianças com sobrepeso; de doenças/ óbitos provocados por estresse; etc, etc.

Teorias surgem a todo momento apontando soluções em direções opostas e, aparentemente, antagônicas. Um exemplo marcante são os economistas de vanguarda propondo um crescimento zero da economia mundial como forma de garantir qualidade de vida para as gerações futuras. A sociedade do “ter para ser” se desmancha, se meta transformando, lenta, porém, progressiva e consistentemente, na sociedade do “interagir para existir”.

Acontece que na sociedade do “interagir para existir” as qualidades mais valorizadas são definidas por três verbos pouco conjugados até aqui e totalmente incompatíveis com a compulsão: criar, emocionar, relacionar. Em alguns setores de nossa economia essa mudança é sentida com mais ênfase, como, por exemplo, na publicidade. Se é essencial para as agências de publicidade reduzirem seus custos e aumentarem sua produtividade, é também imprescindível que estimulem seus executivos a serem mais criativos e a intensificarem sua interação social.

Na busca por se manterem atuais, no topo da cadeia produtiva, alguns executivos têm apelado para o “PERSONAL SOCIAL INTERACTIVE (o PSI)”, cuja função é “substituir” o executivo (no mais absoluto sigilo) na execução de determinadas atividades que seriam importantes de serem executadas, mas que a disponibilidade de tempo não permite, como alimentar espaços nas redes sociais, ir ao cinema / teatro & eventos sociais / profissionais, ler livros, etc.

Sim é isso mesmo: como o tecido social ainda não permite uma transformação de fato, são criados artifícios iludindo a si próprio e aos outros (algo como fazer uma cirurgia plástica “social”) para se adequar aos novos tempos. São exceções? Não! Em uma sociedade onde a lei permanece a mesma (a competição), mas a forma de cumpri-la muda a cada instante (de workaholics a relax), somente sendo um psicopata para ser “bem sucedido”. Espantado? Não fique.

Já fomos predominantemente histéricos, narcisistas e nesse momento de transição (espero) quando os fatores determinantes da inclusão / acolhida social estão confusos, difusos, temos uma sociedade psicopata, onde transgredir a lei se naturalizou. Os reflexos em nossos cotidianos são vários, como, por exemplo, a corrupção que se espalha entre nós tal fogo em palha seca, estimulada pelos ventos da incerteza no dia de amanhã, se naturalizando nos quatro cantos de nosso planeta e em todos os setores de nossa sociedade.

O antídoto: a solidariedade, a qual vem crescendo lenta e solidamente, até mesmo por imposição da natureza e, consequentemente, por uma questão de sobrevivência da espécie humana. A ferramenta fundamental: a comunicação. O personagem central: o publicitário, que graças a sua intimidade com a cultura de comunicação, pode e deve fazer chegar ao cidadão comum que é possível sim construir um mundo onde seu valor básico não seja a competição / compulsão e sim a solidariedade / criatividade, deixando no passado o mundo do “ter para ser” e festejando a chegada do “interagir para existir”. Vamos nessa?!

* Paulo Silveira é membro da Da Vinci Marketing Social e do Instituto Paulo Freire.

Nos anos 70, entretanto, deu-se também o boom das telecomunicações e da Comunicação, profissionalizando um mercado criativo mas amador. As rádio FM conquistam um público impressionante. Via Embratel, a TV a cores muda mais uma vez a propaganda. Na mídia impressa, o off-set e rotogravura abrem caminho para o padrão de qualidade na propaganda.

Até o final dos anos 80, a propaganda brasileira passa por várias transformações: as duplas de criação que surgiram nos anos 70 passaram a trabalhar em equipe, numa espécie de agência sem paredes, que integrou Mídia, Planejamento e Criação. O fim das grandes campanhas institucionais governamentais e a retração do mercado definiram o perfil da nova agência de propaganda: a full service. Nesta década, o Brasil começa a marcar presença nos festivais publicitários internacionais. A propaganda se auto-regulamenta, com base na ética e no respeito ao consumidor, mais exigente e crítico.
A partir do final dos anos 80, a propaganda é bombardeada por todos os lados. E divide sua importância com o Merchandasing, a Promoção, e Assessorias de Comunicação. Por outro lado, os bureaus se firmam no mercado: bureaus gráficos e bureaus de mídia. A Internet conquista seu espaço como mídia. As TVs por assinatura tiram o espectador dos canais abertos. Com a computação gráfica, efeitos especiais substituem a falta de idéias. É o fim? Não. Apenas o começo de uma nova etapa.

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